January, 2010


26
Jan 10

A “Meca do Fusca”

Islamabad, 20 jan (EFE).- Dezenas de fãs dos Volkswagen Fusca se esforçam para manter vivo e visível o modelo clássico da marca alemã pelas estradas do Paquistão, país onde cada vez mais estrangeiros conquistam o sonho de ter um “Fusca”.

“Isto aqui é a meca do Volkswagen. É muito fácil e barato ter um Fusca”, diz à Agência Efe o paquistanês Romano Yusuf, uma sorte para a comunidade de proprietários destes veículos no país.

A história deste icônico automóvel – que a Volkswagen deixou de produzir em 2003 – está praticamente ligada ao nascimento do país.

Os primeiros Fuscas chegaram ao Paquistão pouco depois da sua independência, quando nos anos de 1950 alguns funcionários civis e oficiais do Exército que serviam no estrangeiro retornaram para casa trazendo os modelos.

“Depois ocorreram acordos de importação e os Fuscas entraram no país, mas a chegada dos modelos japoneses levou ao desaparecimento”. Muitos veículos viraram sucatas.

“Há 15 anos a moda do Fusca retornou ao país”, explica Romano, quem acredita que hoje restam 500 Fuscas dos cerca de 10 mil que já existiram no país.

Agora comprar um destes carros no Paquistão, renová-lo totalmente pode sair por uma quantia que varia de 50 mil a 300 mil rúpias (US$ 600 a US$ 3,5 mil), um valor muito baixo em comparação com o custo na Europa.

“O Fusca é um desses carros que se destacam na estrada, é um grande veículo. Temos a responsabilidade de conservá-lo para as próximas gerações, de manter viva esta cultura, porque esteve aqui durante muitos anos”, ressalta Salman Awan, outro usuário paquistanês.

Salman, Romano e outros fãs se reúnem periodicamente em shows e manifestações para trocar peças ou simplesmente fazer um picnic, enquanto falam de seus “68″, “72″, “57″ e “78″, das lembranças, sonhos e os seus últimos consertos.

Qualquer desculpa vale para que o Clube Volkswagen do Paquistão, um grupo de entusiastas sem hierarquias e excessivas ambições, continue fazendo parte e dando cor à geografia paquistanesa.

“Ajudamo-nos uns aos outros. Consertar um Fusca no Paquistão é uma tortura. Na Europa, a restauração pode ser feita em um só lugar, mas aqui é preciso levá-lo a quatro ou cinco lugares, existem poucos mecânicos especializados e às vezes é preciso importar peças ou comprar um carro inteiro”, sorri Romano.

Costumam ajudar na missão os estrangeiros estabelecidos no Paquistão que aproveitam sua estadia para comprar e recuperar um dos modelos que podem ser encontrados “feito pó” em diversas oficinas de cidades como Islamabad e Rawalpindi, e realizar assim, por um módico preço, o sonho de ter um Fusca.

“É a primeira vez que tenho um. O estou renovando e pintando com a arte tradicional paquistanesa. Meu plano é dirigir o carro daqui até a Alemanha em um mês e meio de viagem pela estrada”, diz a Efe o alemão Fred.

Meses atrás, um médico francês realizou esta façanha até seu país de origem, e outros estrangeiros optam por levar o carro por navio em um contêiner a partir do Paquistão.

“O Fusca não é uma moda passageira, é um carro seguro, é um símbolo de outros tempos, de tecnologia alemã, de independência frente ao fluxo incessante das tendências. Podem comprá-lo pessoas de diferentes camadas, de estrelas do rock até um empresário ou um operário. Espero que siga entre nós por muito tempo”, sonha Romano.

(Fonte: Agencia EFE)


20
Jan 10

20/1 é Dia do Fusca

O mais famoso carro popular foi idealizado por Adolf Hitler e entrou para a história da indústria automobilística

O alemão Ferdinand Porsche (1875-1951) foi quem deu forma ao que se tornou o carro mais vendido da história. O modelo da Volkswagen teve seus embriões em outros carros de formas arredondadas, mas foi mesmo o Fusca que entrou para a história. O carro popular por definição – o Fusca surgiu dentro do conceito alemão de “Volks Wagen”, ou seja, carro do povo – tinha muito das formas do carro de luxo. Porsche desenhou por encomenda da Auto Union, hoje a Audi, uma linha de sedãs de luxo que em muito se pareciam com o Fusca.
Mas foi mesmo o flerte com o luxo e o poder que permitiu a Porsche fazer sua criação mais famosa. O designer era amigo de um importante assessor do ditador Adolf Hitler e acabou sendo contratado pelo governo alemão em 1934 para desenvolver seu projeto. Mas Porsche tinha de seguir as exigências de Hitler: criar um carro capaz de transportar dois adultos e três crianças (ou três soldados e uma metralhadora), alcançar velocidade média de 100 km/h, não consumir mais de um litro a cada 13 km, ter motor refrigerado a ar e ser vendido por menos de mil marcos, a moeda da época.
Foram muitos protótipos até chegar ao modelo final, com motor traseiro de quatro cilindros, refrigerado a ar e sem radiador. A carroceria aerodinâmica foi desenhada pelo austríaco Erwin Komenda (1904-1966). Os primeiros modelos para teste surgiram em 1936 e enfrentaram as estradas alemãs com soldados ao volante. Em um segundo momento, optaram por instalar janelas traseiras, além de pára-choques.
O governo acabou aprovando o projeto, e o primeiro Fusca saiu da linha de montagem em 1940. Houve subsídio do Estado e um plano de parcelamento que permitiu que os alemães comprassem um Fusca pagando cinco marcos por semana. A Segunda Guerra Mundial acabou interrompendo a produção, e houve polêmica quando se tornou público o fato de se terem usado prisioneiros de guerra na linha de montagem. Foi só durante a ocupação da Alemanha pelos aliados que se voltou a produzir.
Dos muitos modelos que então surgiram, o de 1959 definiu a imagem que se consagraria nas décadas seguintes. Em 1973, o Fusca viveu seu auge: 1,25 milhão de unidades por ano ganhavam as ruas das cidades do mundo todo. O último modelo desse Fusca tradicional parou de ser produzido em 2003, no México, onde o uso em massa pelos taxistas rendeu ao carrinho sua maior sobrevida.
AUTOR: Ferdinand Porsche / Volkswagen
MATERIAL: Aço e outros materiais
DIMENSÕES: 149,9 x 153,7 x 406,4 cm
ANO: 195

O alemão Ferdinand Porsche (1875-1951) foi quem deu forma ao que se tornou o carro mais vendido da história. O modelo da Volkswagen teve seus embriões em outros carros de formas arredondadas, mas foi mesmo o Fusca que entrou para a história. O carro popular por definição – o Fusca surgiu dentro do conceito alemão de “Volks Wagen”, ou seja, carro do povo – tinha muito das formas do carro de luxo. Porsche desenhou por encomenda da Auto Union, hoje a Audi, uma linha de sedãs de luxo que em muito se pareciam com o Fusca.

Mas foi mesmo o flerte com o luxo e o poder que permitiu a Porsche fazer sua criação mais famosa. O designer era amigo de um importante assessor do ditador Adolf Hitler e acabou sendo contratado pelo governo alemão em 1934 para desenvolver seu projeto. Mas Porsche tinha de seguir as exigências de Hitler: criar um carro capaz de transportar dois adultos e três crianças (ou três soldados e uma metralhadora), alcançar velocidade média de 100 km/h, não consumir mais de um litro a cada 13 km, ter motor refrigerado a ar e ser vendido por menos de mil marcos, a moeda da época.

Foram muitos protótipos até chegar ao modelo final, com motor traseiro de quatro cilindros, refrigerado a ar e sem radiador. A carroceria aerodinâmica foi desenhada pelo austríaco Erwin Komenda (1904-1966). Os primeiros modelos para teste surgiram em 1936 e enfrentaram as estradas alemãs com soldados ao volante. Em um segundo momento, optaram por instalar janelas traseiras, além de pára-choques.

O governo acabou aprovando o projeto, e o primeiro Fusca saiu da linha de montagem em 1940. Houve subsídio do Estado e um plano de parcelamento que permitiu que os alemães comprassem um Fusca pagando cinco marcos por semana. A Segunda Guerra Mundial acabou interrompendo a produção, e houve polêmica quando se tornou público o fato de se terem usado prisioneiros de guerra na linha de montagem. Foi só durante a ocupação da Alemanha pelos aliados que se voltou a produzir.

Dos muitos modelos que então surgiram, o de 1959 definiu a imagem que se consagraria nas décadas seguintes. Em 1973, o Fusca viveu seu auge: 1,25 milhão de unidades por ano ganhavam as ruas das cidades do mundo todo. O último modelo desse Fusca tradicional parou de ser produzido em 2003, no México, onde o uso em massa pelos taxistas rendeu ao carrinho sua maior sobrevida.

AUTOR: Ferdinand Porsche / Volkswagen

MATERIAL: Aço e outros materiais

DIMENSÕES: 149,9 x 153,7 x 406,4 cm

ANO: 1959

Fonte: Revista Bravo (http://bravonline.abril.com.br/conteudo/bravo/materia_410581.shtml)


14
Jan 10

TKR Cara Preta e Outros Clássicos

TKR Cara Preta e Outros Clássicos
Feliz 2010 leitores! Estamos de volta com as melhores matérias sobre Fusca e derivados da internet. Vamos começar o ano falando um pouco dos rádios clássicos que equiparam nossas máquinas e marcaram época.
Originalmente fabricados no Japão pela Takara os TKR eram “importados” para o Brasil através do Paraguai e vendidos no centro de São Paulo na Galeria Pagé, famosa por seus artigos do gênero até hoje. Percebendo que o Brasil era um grande mercado a Takara e a CCE passaram a comercializar o rádios diretamente no país.
Entre os modelos mais famosos, destacamos o CRF-150M – famoso pelo apelido “Cara Preta”.
Na foto abaixo a embalagem original deste aparelho e o toca-fitas fora da caixa (novo!):
Feliz 2010 leitores!
Estamos de volta com as melhores matérias sobre Fusca e derivados da internet. Vamos começar o ano falando um pouco dos rádios clássicos que equiparam nossas máquinas e marcaram época.
Originalmente fabricados entre 1970 e 1978 no Japão pela Takara os TKR eram “importados” para o Brasil através do Paraguai e vendidos no centro de São Paulo na Galeria Pagé, famosa por seus artigos do gênero até hoje. Percebendo que o Brasil era um grande mercado a CCE passou a comercializar o rádios TKR diretamente no país.
Os TKR tem excelente eletrônica e contam com ajuste de tom, balanço, volume e sintonia. Sua potência de saída é de 45W RMS (muito para a época em que foi fabricado).
Entre os modelos mais famosos, destacamos o CRF-150M – famoso pelo apelido “Cara Preta”.
Na foto abaixo a embalagem original deste aparelho e o toca-fitas fora da caixa (novo!):
Imagem do aparelho fora da caixa:
CRF-200M (Modelo intermediário)
CRF-210M (Cara Prata)
Propaganda de época dos TKR CCE (1976):
TKR_anuncio_1976
Fique ligado no VWFusca.net! Em breve um novo layout, e muito mais matérias.